sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pocket Dragon – Joguei e Gostei

A proposta do Pocket Dragon, uma versão super-resumidona do xodozão Old Dragon, é ter um micro sistema para ser utilizado em momentos que se necessita de uma que coisas diretas e menos complexas na hora de jogar. Segundo os desenvolvedores, ele é feito especialmente para partidas online e para o pessoal que tá de bobeira, no osso do RPG e ai chega o mestre e diz: – Olha o que eu achei no meu Bolso.
E foi exatamente isso que aconteceu comigo aqui em casa um dia desses. Estava eu e a minha trainee de nerd (já que ela me chama de trainee de marido) arrumando o humilde AP quando recebemos uma visita inesperada (MESMO) de um casal de amigos (NERDS). E agora o que fazer? Eis que então eu tive a ideia de puxar do bolso a minha versão impressa do Pocket Dragon e em menos de 10 minutos eu estava mestrando uma aventura.
Eu havia imprimido o Pocket Dragon para poder inserir a minha Trainee no mundo do RPG de mesa (os de PCs e consoles ela está indo muito bem, já que ela está quase terminando o Neverwinter Nights e já tem sua própria conta doWoW). Contudo os únicos módulos que eu tenho aqui são os de D&D 4E, que apesar de bastante diretos, eu achei que poderia ser muito conteúdo de regras para ensinar para uma pessoa que nunca teve contato com RPGs de mesa.
Iniciei uma aventura solo, joguei apenas uma noite com ela, e fui explicando aos poucos como se joga um jogo de mesa. O objetivo não era ensinar a mecânica de regras e sim como se comportar na mesa de jogo, questões de interpretação e mostrar como guiar as ações e escolhas dos personagens. Para isso o sistema funcionou muito bem já que as regras são basicamente para guiar combates o resto ficou mais aberto para improvisações (sem mesmo que o jogador percebesse). Mas por conta desse dinamismo, os momentos de combate e rolagem de dados qualquer ficaram muito rápido, tirando um pouco da tensão que certos momentos exigiram. Muito disso foi por conta do jogo ser solo: apenas duas pessoas pensando, uma contra a outra, jogando dados.
Contudo, voltando à história da visita inesperada, coloquei o casal de amigos na aventura solo. A criação dos personagens foi quase que instantânea e a adaptação da aventura de uma para três personagens foi bastante intuitiva o que enriqueceu muito o jogo. O problema da rapidez nas rolagens de dados foi resolvido e jogo foi muito divertido.
O mais legal foi o feedback que eu recebi da minha trainee. De forma geral ela gostou muito do estilo de jogo só que achou meio estranho não ter testes de força, destreza ou carisma, já que o sistema não possui os atributos clássicos.
Basicamente o Pocket Dragon atende e muito bem a ideia proposta: Uma opção rápida para improvisar uma aventura em um momento em que todos estão desprevenidos.
Irei voltar ao universo old school nos próximos dias no evento OD Day 2011, onde irei mestrar a aventura especial do vento utilizando o módulo completo vermelhinho, o Old Dragon.

Um comentário:

  1. Muito legal cara. Poucas pessoas falam do pocket dragon. Continue comentando. Muito legal mesmo.

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